sábado, 26 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Verso Quente
Falo da Humanidade
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Samsara

Arte por Audrey Kawasaki
O susto dói mais que o crônico
Crônico dói mais que a morte
Agora, morrer é sorte
Se não houvesse a despedida
Para um eu morrer
E outro eu nascer
À cada instante de vida
Se for verão e depois inverno
Se houver parte e contraparte
A vida será arte
Se a dor se tornar beleza
Se sofrer for agora poema
Não haverá dilema
Eu quero viver
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Eu Sol Mar Ília
terça-feira, 11 de maio de 2010
Cama de Pregos

Arte por: Audrey Kawasaki
Para eu própria me emprestar companhia quando meu marido viaja,
e o meu colchão de molas torna-se uma "cama de pregos".
Há tempo que não me sinto assim
a ponto de sono me tirar o sono
a margem de nem lembrar a vez última
da dor ser aquela dúvida tão certa
Cada mola do meu sono substituída
por um prego pontiagudo de ferida
Não posso mais pular na cama
a carne é perfurada sem adormecer
Os olhos lacrimejantes
esperam o pouso dos cílios
que não mais acompanham,
no horizonte, o por do sol
À noite, não vejo sombra
Já sou toda sombra
toda fenda, toda angústia
Angústia de perceber
Não adianta contar ovelhas
na obra de Nietzche
Matar Deus é mais fácil
do que matar a insônia
A causa não é
um vazio em mim
O vazio deitado
ao lado, me acorda
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